domingo, março 26, 2006

Sônia Oliveira




INFORMAÇÕES SOBRE A ARTÍSTA PLÁSTICA SÔNIA OLIVEIRA


FORMAÇÃO ARTÍSTICA

Realizou estudos de pintura com Johann Margaretta Gutlich, em1969.
Participou de Ateliês livres dos artistas plásticos Eliane Borges, Hermelindo Fiaminghi, Carlos Clement, Arlindo Daibert e Afonso Rodrigues.

ATIVIDADE ARTÍSTICA

Participou de Salões e Mostras Coletivas em São Paulo, Curitiba, Campinas, Santo André, Taubaté, Atibaia, Cruzeiro, São José dos Campos e, no exterior, na Inglaterra, França e Canadá, num total de mais de 40 eventos.

Realizou exposições individuais, destacando-se as da Galeria Cultura da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Galeria Aldo Cadarelli da Prefeitura Municipal da Cultura, Galeria Volpi da Prefeitura Municipal de São José dos Campos, Galeria do Sol, Galeria de Arte J&J, Biblioteca Municipal Cassiano Ricardo e Galeria Helena Calil, ambas da Fundação Cassiano Ricardo e Galeria Literácia.

PREMIAÇÃO

1979 – Salão de Arte Contemporânea de São José dos Campos: Prêmio Aquisição.
1981 – 1º Salão do Artista Plástico Joseense: Menção Honrosa.
1982 – Salão de Arte Contemporânea: Menção Honrosa.
1982 – 7º Salão de Arte Embraer: Prêmio Aquisição.
1983 – 8º Salão de Arte Embraer: 1º lugar e Prêmio Aquisição.
1983 – 2º Salão do Artista Plástico Joseense: Medalha de Bronze.
1984 – 2º Salão Regional de Arte Contemporânea: Medalha de Prata.
1985 – Salão de Arte Contemporânea de São Jose dos Campos: Prêmio Aquisição.
1986 – 12º Salão de Arte Embraer: Prêmio ADC Embraer.




(MARÇO DE 2006)

quarta-feira, março 22, 2006

O Palácio Boa Vista




O Palácio Boa Vista está inserido na geografia do Vale do Paraíba e possui uma notável coleção representativa de obras de arte brasileira dos séc. XIX, XX, do Modernismo à arte abstrata.
Este acervo é importante para todos os paulistas, porém, nós paulistas do Vale do Paraíba somos privilegiados com a proximidade que temos com Campos do Jordão e que nos permite visitar e revisitar este Palácio/Museu com sua coleção criteriosamente escolhida, estudada em cada peça, e zelada para que todos os visitantes possam, ao olhar essa coleção, fazer um passeio pela arte brasileira e de certa forma, pelo Brasil.
Poucos talvez consigam avaliar a importância ou a preciosidade deste acervo para o imaginário do visitante. No entanto, o relato de uma mudança no Palácio Boa Vista, em 2004, quando a tela “Operários[1]”(1933) da artista Tarsila do Amaral foi removida de onde estava, e transferida para a Estação Pinacoteca pode evidenciar essa importância. Esse fato ocasionou um tumulto pois muitos visitantes estranharam a ausência da tela exposta há mais de trinta anos naquela parede de uma das salas do andar térreo. Onde estaria “Operários”, quando ela retornaria para a parede do salão dos despachos? Essas perguntas que, de início, eram feitas aos monitores do Palácio, passaram a ser enviadas em cartas para os jornais da capital sob a forma de reclamações indignadas. A Câmara dos Vereadores de Campos do Jordão teve uma sessão plenária agitada, e até a Prefeitura interferiu junto ao governo estadual cobrando a volta da tela que já estava segura na Pinacoteca do Estado.
O que pode ter ocorrido no íntimo dos visitantes para tê-los incomodado tanto assim?
Traçando um paralelo com um fato histórico, poderemos entender que não era só a ausência da tela de 150x250 que incomodava o visitante do palácio, mas o vazio deixado na parede do salão era um fato que chocava a todos.
Numa manhã, em 1911, no museu do Louvre um homem franzino roubou a Mona Lisa. O roubo foi notado no dia seguinte, e assim, mais de sessenta detetives envolveram-se com o seqüestro da Dama que ocupou as primeiras páginas dos jornais. Paralelamente, pequenas multidões ocorreram ao Louvre para, pasmados, olharem o vazio deixado na parede. Inquietos, olhavam perplexos para o local desocupado onde antes estava o quadro. Este relato foi estudado por muitos autores e existe uma recente publicação, O Roubo da Mona Lisa[2], da autoria um psicanalista inglês, Darian Leader, que deixa claro a inquietação que causa o espaço especial sagrado que a obra de arte habita. Um espaço que não podemos ver, mas que ao surgir nu, com a retirada de uma tela, é muito perturbador. Assim ocorreu com os visitantes do Palácio Boa Vista e com a tela de Tarsila do Amaral no ano de 2004.
Ler esse livro de Leader, ou visitar o Palácio Boa Vista, pode dar uma idéia do significado deste, aparentemente pequeno incidente, mas devemos também perguntar aos responsáveis pelo Palácio Boa Vista o paradeiro da tela "A Maternidade" de Vicente do Rego Monteiro da qual muitos tem sentido a falta e notado a longa ausência...

1] Col. Gov. Estado de São Paulo
[2] Darian, L., O roubo da Mona Lisa: o que a arte nos impede de ver/ tradução José Silva e Sousa.- Rio de Janeiro, Elsevier,2005

terça-feira, março 21, 2006

Blanco Y Couto






Blanco y Couto nasceu em La Coruña, Espanha. Chega a São Paulo em 1962, e começa a expor suas primeiras pinturas e trabalhos em 1974. Em 1990 retorna à Naron, Espanha, para estudar e lecionar desenho. Em 2001 volta para o Brasil e passa a residir em São José dos Campos onde trabalha como artista e leciona técnica de pintura em seu ateliê. No início de sua carreira como pintor admira Portinari e Salvador Dali, mas desenvolve um estilo próprio e ímpar. Começa com uma pequena mancha no centro da tela e extrai dai o desenho. Fez vários paineis que estão no exterior e um deles é permanente no Museu do Imigrante. Várias de suas pinturas foram reproduzidas em cartões telefônicos distribuídos por todo o país. Ganha vários prêmios no exterior e no Brasil.
Principais Salões dos quais participou:
1982 - XIII Salão Artes Plásticas de Petrópolis; XIII Salão de Maio SBBA- RJ. obteve Med. Prata
1985 - Sol de Inverno IV Exp. Coletiva de Barco -Rio Othon, R J.
1986 - Anima Espaço de Arte, SP; Carlos Uint Galeria de arte, SP. Mostra Arte Comtemp. Bras. Tampa, Florida, obteve Medalha de Prata; Centre Internacional DÁrt Comtemporain- Paris, França, Medalha de Bronze, Centro George Pompidou
1987 - I Circuito NE/SE de Arte - Natal, RGN; Performance Galeria de Arte, Brasilia
1988 - Encontro Nacional de Artes Plásticas - Troc Arte, RJ.
1989 - Galeria Bric a Brac, SP
1990 - Banco Central do Brasil RJ.
1993 - III Muestra Pequeño Formato, AA Plástico da Corunha, Espanha
1994 - Sala Del BBV- Ferrol, Corunha, Conselho de Celanova/Orense, Espanha
1995 - Casa da Cultura de Burela, Espanha
1996 - Sala de Arte, Orense, Espanha
1997 - Galeria Ferrol, Expos. Blanco y Couto; Casa das Palmeiras, Neda, Espanha; Centro Cultural Brasil/EUA- Santos SP
2004 - Mostra de Arte ACM, SP. Medalha de Ouro,SP. Exposição Comemorativa Trinta Anos, Câmara Municipal de SJC, SP.

segunda-feira, março 20, 2006

iconografia Joseense 1


Iconografias são registros importantes, são documentos e testemunhos. Nesta página temos imagens de duas telas de diferentes artistas da cidade de São José dos Campos.

Acima: rua Humaitá, Nestor Peres, ost, acid 1990. Este artista fez dez telas da cidade.
Esquerda: Fecularia Rennó, (Santana) George Gütlich 1997

(col. part.)

domingo, março 19, 2006

Iconografia Joseense 2






Iconografias fazem uma ligação histórica permitindo, muitas vezes, reconhecer e preservar a lembrança de locais que passaram por transformações urbanas ou já não existem mais. Temos muitos exemplos da chamada pintura iconográfica já que existem, inclusive, colecionadores dedicados a este gênero. Felizmente alguns artistas recolheram em suas telas a representação de locais e edifícios que desapareceram ou passaram por modificações. A Pinacotecadovale apresentará obras iconográficas da região do Vale do Paraíba.

Prefeitura e Câmara Municipal, Blanco y Couto ost0,60x0,60

O banhado, Bernadete Edwards, ast, acie

Igreja Santana, George Gütlicht, óleo sobre tela 1,10x0,90

Banhado, Nestor Peres, óleo sobre tela 0,60x0,50

sábado, março 18, 2006

Estevão Nador





Estevão Nador (1922/1998) nasceu na Hungria e veio para o Brasil com oito anos de idade, naturalizado-se brasileiro.
Era médico e artista plástico, não necessariamente nesta seqüência, e talvez o olho armado do patologista viesse a revelar muito mais do que células: focalizou o abstrato.
Sempre gostou de desenho, mas foi na década de cinqüenta, lecionando e pesquisando em Ribeirão Preto, que começou a pintar motivado por sua noiva. Incentivado por ela veio para a capital especialmente para adquirir suas primeiras tintas, telas e pincéis. Seus primeiros trabalhos datam de 1953/1956 quando estudou desenho e pintura com o escultor italiano Vaccarini e G. Amendoli, pintor abstracionista. Ambos tinham vindo para o Brasil trabalhar com cinema na Cia. Vera Cruz. Suas atividades profissionais deixavam apenas os finais de semana para a pintura. Dizia ser um pintor domingueiro, como o fôra Sérgio Milliet; era generoso, sempre presenteando seus amigos com seus próprios trabalhos. Quando mudou-se para São José dos Campos ainda na década de cinqüenta, passou a frequentar na capital o atelie do artista Risone onde tinha aulas. Entre 196o/69 teve contato com sua conterrânea, a artista plástica Yolanda Mohalyi a quem muito admirava. Foi por intermédio dela que conheceu mais dois artistas plásticos, H. Boese e Mutti. Em 1969 inicia um novo ciclo com Fiaminghi e Saccilotto que ministavam aulas na Escola de Belas Artes de São José dos Campos.
Suas telas possuem um denso onirismo e traduzem frescor aos olhos do espectador.
"Constelação"(1966) está no acervo da Faap ( www.faap.br/museu)
Participou de algumas exposições marcantes:
Salão Paulista de Arte Moderna
Salão aberto do Círculo italiano
Galeria do Sol.
Estevão Nador deixou de pintar em 1995 em decorrência de problemas de saúde e faleceu em 1998.
Em setembro de 2004 a cidade prestou uma homenagem ao artista plástico Estevão Nador, por intermédio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo com a exposição "Fragmentos de uma obra" no Espaço das Artes Helena Calil.
(Informações obtidas com Helena Nador em Março de 2006.)




ver links: www. fundação cultural cassiano ricardo

www. faap.br/museu

Restauro





Telas do artista Monteiro França (1876-1944) são raras hoje em dia, dificilmente são encontradas, leiloadas ou vendidas. Alguns anos atrás uma elas foi encontrada e apresentava-se muito suja e necessitando de limpeza e restauro. Esta tela, sem data, tem sob a assinatura o local onde foi pintada: Paris, um bosque nos arredores da cidade, possivelmente no ano de 1912, quando o pintor recebeu uma bolsa do Pensionato Artístico do Governo do Estado.
Monteiro França pintava paisagens no local, como cita Tarasantchi,R. "muitos pintores eram atraídos pela escola de Barbizon,... alguns iam pintar nos bosques de Fontainebleau." Este artista tinha trazido consigo a experiência do convívio com os expressionistas italianos e uma experiência do período parisiense. Possuidor de muita técnica, preocupado com a perspectiva, o desenho não desprendia do fundo.
Contudo a tela apresentava-se baça, com manchas de fungos decorrente da umidade, desgaste na camada pictórica e um tom escuro decorrente do verniz oxidado e acúmulo de poeira na superfície. Existem laboratórios e técnicos que trabalham unicamente om restauro de obras de arte, um ofício difícil, laborioso pois é necessário que o profissional reuna desde conhecimentos de história da arte até química e muita paciência e experiência. Praticamente todas as telas passam por um restauro de cada 50 anos. Anexo algumas imagens deste procedimento.

sexta-feira, março 17, 2006

Clodomiro Amazonas


O poeta dos Ipês, nascido em Taubaté, 1883. Segundo os críticos foi quem melhor traduziu as cores dos campos do Vale do Paraiba, as matas verdes paulistas, o colorido de suas telas era exato.
Em 1929 expôs diversas telas cujos temas eram as cidades de São José dos Campos, Tremembé e o Rio Paraiba. Foi amigo de Monteiro Lobato, Menotti del Picchia e Cassiano Ricardo, todos estes literatos frequentavam seu atelie na capital. Em 1953 pinta novamente sua cidade natal, algumas cidades do Vale e o litoral norte, especialmente Ubatuba. Partipou de cerca de vinte exposições sendo a primeira em 1912 e a última em sua cidade em janeiro de 1953. Morreu em agosto deste ano

Rio do Peixe, ost, s/d. prop. Fundação Itaú Cultural

ver link: Itaú cultural

Kuno Schieffer



Kuno Schieffer nasceu na Alemanha, Stuttgart, em 1948, e veio para São José dos Campos onde morou em um sítio. Estudou artes visuais na Escola de Belas Artes do Vale do Paraiba; em 1968 deu início a suas primeiras experiências figuativas desenvolvendo-as sobre imagens do cotidiano.
Foi em 1973, após montar um ateliê no sítio de seus pais, que começou a fazer estudos e pintar a natureza. Mais tarde muda-se para o Rio de Janeiro e sente-se arrebatado pela natureza local onde descobre novas possibilidades de linguagem. Logo sua produção começou a ser vista em exposições nas galerias cariocas e paulistas.
Algum tempo depois volta para a Alemanha para abrir o seu terceiro ateliê em Berlim. A partir deste momento sua obra desenvolve-se para uma outra pintura onde as cores são mais importantes do que as formas, nas definições das figuras e imagens. Nesta época passa a expor em Berlim e em outras capitais da Europa. Expõe também no Japão, Dresden, Amesterdam, Roma e em algumas capitais do Brasil. Segundo o crítico Casemiro Xavier de Mendonça, "Kuno libertou-se da figuração narrativa e sua obra ganhou um ritmo introspectivo, suas telas tem uma estrutura quase musical, a referência à paisagem passou a ser subjetiva."( 1989)
Em maio de 1992 Kuno Schieffer retorna ao Brasil e morre em São José dos Campos.

quarta-feira, março 15, 2006

CLAUDIO CAROPRESO





Cláudio Caropreso é natural de São José dos Campos, nasceu em 1977. Estudou Arquitetura e Urbanismo na universidade do Vale do Paraíba, em 2002 iniciou pós-graduação na Unicamp em Metodologia de Pesquisa em Artes e Projetos e Pesquisas com Gravura com o prof. Dr. Boccara e prof.Dr. Weiss. .
Desde 1999 freqüenta o atelier “Der Etzer” tendo aulas e pesquisando técnica de gravura com George R. Gütlicht.
Entre 2002/2005 conquistou cinco prêmios Aquisições, nos Salões de Ribeirão Preto, Piracicaba, Arte Jovem de Santos, Araraquara e foi Menção Honrosa nos Salões de Santo André, Paraty, São José dos Campos e Atibaia.
Expôs na Funarte, Sala Darcy Ribeiro; 26ª-Bienal de SP e Salão de Arte Contemporânea de SJC.
Cláudio recentemente começou a expor no exterior, suas obras estão atualmente em Heidelberg, Alemanha na Mostra Gravura Brasileira.
Cláudio é gravador, seus temas são sociais e provocativos, seus temas transitam pelo estilhaçamento cubista do espaço clássico, seu percurso é muito pessoal, pois em seus trabalhos extrapola os limites da cor. Segundo suas palavras, “minha arte não é uma forma de diversão, porque tem outro papel, a da transformação, ela tem a função de fazer o homem conhecer o real para poder transformá-lo.”

domingo, março 12, 2006

Anderson Oliveira Fabiano




Natural de Taubaté, (1926-1979) pintor e muralista de grande expressão local e regional, começou a demonstrar seu interesse artístico na infância; após ter voltado de São Paulo em 1952 foi para o Rio de Janeiro estudar pintura com Inimá de Paula, curso de modelo vivo e técnica de mural com Tomas Santa Rosa na ENBA.
Em 1954 ganhou seu primeiro prêmio internacional em Londres, ao longo de sua vida conquistou 32 prêmios, sendo oito medalhas de ouro, três de prata, entre eles um prêmio na Bienal de São Paulo. Em Taubaté foi criado um museu com seu nome reunindo seus trabalhos e demais artistas taubateanos, sua biografia foi publicada em livro.
Foi discípulo de Portinari na execução dos murais do MEC. Criou e fez vários murais para a Secretaria da Fazenda do Est. São Paulo e Hospital do Servidor Público. Era amigo de Carlos Drumond de Andrade, um homem e artista que cultivava amigos e sabia viver.
Ministrou aulas em cursos de pintura nas cidades de Guaratingetá, Taubaté e em São José dos Campos lecionou na Escola de Belas Artes.

sábado, março 11, 2006

Cidinha Ferigoli

Natural de Jaú vem desenvolvendo um trabalho em artes plásticas com passagem em diversas técnicas. Atualmente dedica-se á pintura, gravura e ao desenho. Nos anos 80, estudou com o artista mineiro Arlindo Daibert há quem muito admira. Participou de exposições coletivas e individuais desde 1975. Seu atelier de pintura localiza-se em sua casa em São José dos Campos. Como gravadora trabalha no De Etser Ateliêr , juntamente com outros artistas gravadores.Tem como proposta, o abstrato, pesquisando a forma , a cor e o equilíbrio.







visite: www.cidinhaferigoli.com

quarta-feira, março 08, 2006

Cinco Moças de Guaratinguetá


As "Cinco Moças de Guaratinguetá"(1930) de Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, atualmente residem no MaSP. www.masp.art.br
Segundo testemunhos locais, esta tela foi adquirida diretamente do artista por um colecionador local, antigo médico da cidade, Dr. Salim Felix que residia no Café Hotel, que ainda existe, situado em uma ladeira no centro de Guaratinguetá. A tela ficava numa das paredes do saguão do hotel e transeuntes paravam para vê-la, era conhecidíssima na cidade. Com a morte do colecionador, seus sobrinhos, herdeiros, venderam esta e as demais telas.
Nesta obra, segundo o crítico Carlos Zílio (1982) "o clima de sensualidade não é a figura das mulatas em si, mas os fortes contrastes cromáticos, a cor dependendo do desenho, uma vez que predomina o cuidado na relação entre volumes e planos."
Também uma outra obra prima que merecia ser vista, o mural que Di Cavalcanti fez para o Club do 500 nos idos dos anos cinquenta, no conhecido restaurante na rodovia Pres. Dutra.
Di Cavalcanti foi considerado "o mais exato pintor das coisas nacionais". Nasceu na casa de José do Patrocínio, foi preso, viveu escondido em lugares distantes, estudou Direito no Largo São Francisco, foi aluno de Georg Elpons, amigo de Picasso, Matisse e Jean Cocteau e também entre tantas coisas, esteve no Vale do Paraiba, em Guaratinguetá.
Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, nascido em 1897 foi um dos organizadores da Semana de'22, fundador do Club dos artistas Modernos, em 1933, com Flavio de Carvalho e Carlos Prado.
Ref. bibliográficas: